O cara da vez...

Conhece o cara? O CARA? Então, vai conhecer. Seja em cinema, música, livros ou qualquer coisa que passe pela minha cabeça.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Curinthia!

Escrevo esse post antes do jogo Corinthians x Sport, primeira partida da decisão da Copa do Brasil 2008. Não tenho a menor idéia do que vai acontecer hoje. Só sei de duas coisas:

1- Eu vou estar no Morumbi
2- Vai ser emocionante, muito emocionante

Porque com o Curinthia é assim, sempre. É o que meu pai sempre disse, é o que eu sempre leio. Admito que nasci em uma época meio mimada para os corinthianos (mas que, curiosamente também é uma época mimada para palmeirenses e são-paulinos). Desde o ano em que passei a acompanhar futebol (ou seja, 1985, ano em que nasci) o Coringão conquistou seu primeiro título brasileiro e, depois, o segundo, o terceiro e o quarto. Foram duas Copas do Brasil e outros campeonatos menos importantes, mas não menos sofridas. O que dizer daquela semifinal, Corinthians x Santos, pelo Campeonato Paulista de 2001, quando os times empatavam em 1 a 1 (o que dava a vaga à final para o Santos) e, aos 48 minutos do segundo tempo, Gil arranca pela esquerda, deixa o zagueiro santista no chão, rola a bola para trás, Marcelinho Carioca faz uma finta de corpo e deixa a bola magistralmente para Ricardinho mandar com toda a categoria de seu pé esquerdo no ângulo?! Sem palavras.

É difícil explicar para alguém que não é corinthiano o que significa ir em um jogo (que não valia simplesmente nada) às 19h00 da noite de um domingo chuvoso - muito chuvoso - para assistir a um time em sua pior fase empatar em 0 x 0 com o Atlético-MG. É, eu fiz isso. Aliás, eu e mais 20 mil corintianos. Isso, por volta de 2000.

Na verdade, quando eu penso no meu grau de "corintianismo", chego à conclusão de que sou um moderado. Não, não, um pouco mais que isso. Uma das coisas que mais gosto de fazer ao sair dos jogos é ver aqueles torcedores que dão a vida pelo time. Saem do estádio sem suas camisas concorrendo pelo prêmio (moral) de quem tem mais tatuagens que se referem ao clube. Viajam e acompanham o time por onde quer que ele vá e sabem tudo o que se passa nos bastidores (até demais em alguns casos). Eu, por outro lado, gosto de ler notícias, sei um pouco da história, mas não me perguntem quem foi o maior artilheiro da história do clube (tá bom, essa eu sei, foi o Cláudio), quem foi o jogador que fez mais partidas com a camiseta gloriosa do clube (tá bom, essa eu também sei, foi o Wladimir) ou quando foi o primeiro título (tá tá tá...essa eu também sei, foi em 1914). Mas....bom, acho que tem gente que sabe muuuuito mais do que eu.

O Timão é diferente porque você não torce para o time, você É o time. Você joga junto, torce, faz as contratações. Você comemora na alegria, mas como os jogadores que incorporam o espírito do clube, sabe que vai dar volta por cima na hora da derrota, e que a torcida está lá para isso. Sem deixar de apoiar nunca. Aquele grito "Corinthians Minha Vida / Corinthians Minha História /Corinthians Meu Amor" cabe perfeitamente na minha explicação.

Eu lembro exatamente onde e com quem eu estava na final Corinthians x São Paulo do Brasileiro de 90. Tinha 5 anos e creio não me lembrar de mais nada dessa idade. Lembro que quando visitei o Maracanã pela primeira vez Foi em uma viagem com minha mãe e meus irmãos quando fomos assistir Vasco x Corinthians, na torcida do Vasco, e ela não se aguentou e comemorou o golaço de falta de Marcelinho. Mas, por que estávamos no Rio mesmo? Lembro de ir com meu pai no Morumbi abarrotado assistir Corinthians x Boca pela semifinal da Copa Libertadores de 1991 - mas me lembro mais de ficar olhando para a torcida do que da incrível cagada de Guinei. Aliás, lembro mais de nomes de jogadores do timão, desde a dupla Romerito e Lidomar, passando por Gilmar Fubá, Didi, Mirandinha, Índio, Wilson Mano (e um golaço que ele fez, de falta, do bico da área, contra a Portuguesa) e muitos outros, do que os nomes dos meus ex-colegas de escola e faculdade. Lembro da escalação do time campeão do 1º Mundial de Clubes da Fifa (Dida, Índio, Adílson, Fábio Luciano, Kléber, Rincón, Vampeta, Marcelinho, Ricardinho, Edílson e Luizão), cuja final assisti com um grande amigo meu, o .....hum....errrr.....bom, com um grande amigo meu.
Dos jogos, lembro de, quando criança, esperar ansiosamente pelo intervalo porque esta era a hora do sorvete e de ficar tremendo de medo quando a torcida do Santos fechou nossa saída do Morumbi e tivemos que ficar dentro do estádio por mais duas horas. Lembro ainda que o estádio era o lugar em que eu e meu irmão podíamos xingar à vontade, e nós nos esbaldávamos.

E Curinthia é isso. Minha vida. Com muito mais sofrimento do que eu precisava, verdade seja dita, mas sempre com muito amor.

Vaiiiiiiiiiii Cuuuuuuurinthia.