O cara da vez...

Conhece o cara? O CARA? Então, vai conhecer. Seja em cinema, música, livros ou qualquer coisa que passe pela minha cabeça.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Música Fantástica do Dia #2

Muse é coisa rara.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Someone Still Loves You, Boris Yeltsin

Com essa enxurada de bandas novas com que temos convivido (e vamos conviver cada vez mais), uma banda com nome diferente e atraente ganha um destaque e uma maior chance de ser ouvida. A única pena é que muitas delas têm decepcionado ao menos para mim. Não vejo graça em Clap Your Hand Say Yeah, não gosto de Say Hi To You Mom, já até tentei gostar da VI Geração da Família Palim do Norte da Turquia e também não vou muito com a cara do Doest It Offend You, Yeah? nem do Harry and the Potters. Se bem que eu gosto de Charme Chulo, I´m From Barcelona (considerando que eles são 29 suecos), Flaming Lips e, lógico, Bidê ou Balde. Mas, para mim, a melhor banda com nome legal é o Someone Still Loves You, Boris Yeltsin.




ele já aprovou!!!


Se Broom, o primeiro CD desta banda americana de Springfield (acho que o nome Someone Still Loves You, Homer Simpson iria ficar meio óbvio) não chegou a me conquistar por completo (apesar de ter a belíssima "What`ll We Do"), o novo álbum que acaba de ser lançado é simplesmente incrível. Muito distante de qualquer trauma do segundo CD, Pershing é um disco completo cheio de músicas boas de cantar e colocar em um ensolarado pic nic familiar. Sim, porque é o típico disco que agrada à todos. Ouso dizer que ele é ainda melhor que o Yoko, do Beulah, apesar de ainda não chegar ao Coast is Never Clear. Aliás, a comparação com o Beulah é inevitável. Desde o tom de voz do cantor Philip Dickey até a delicadeza das músicas. E lógico que as comapração com as bandas que ambicionam o dream pop como Shins, Elliot Smith, Ben Kweller, Bright Eyes etc. não têm como não serem feitas.

Para mim, as melhores (por enquanto) são "Some Constellation" (que eu já dei destaque aqui embaixo) e "Heers" - que lembram e muito Elliot Smith. Mas "Think I Wanna Die" é excelente (tweeeeeee), "Dead Right" é fantástica, "Beach Song" é uma delicinha e por aí vai...



Pega, pega


terça-feira, 8 de abril de 2008

Vídeo fantástico do dia #2



Yelle - Je Veux Te Voir

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Vídeo fantástico do dia #1

Tweedy. Jeff Tweedy.

THE TWO MAN GENTLEMEN BAND

The Two Man Gentlemen Band - Heavy Petting

Excelente banda! Excelente disco! Uma pitada de Hackensaw Boys, com um Dixieland das antigas e um punhado de kazoos. Boa diversão...


baixe aqui


quarta-feira, 2 de abril de 2008

MANDA BALA


O brasileiro de hoje em dia é um ser culturalmente medroso. Não o brasileiro comum, mas aquele com um intelecto diferenciado que poderia oferecer pro povão uma perspectiva diferente do país em que vivemos hoje em dia. Os americanos - por mais que mereçam todas as críticas - tem mais coragem (e motivos, logicamente) para cutucar a ferida da podridão da sociedade. Um ótimo exemplo é o Michael Moore, que por mais parcial que seja, expõe seu ponto de vista de maneira bem clara sem se preocupar com possível retaliações. Eu quero ver alguém colocar no É Tudo Verdade daqui um filme metendo o pau no Lula (mas metendo o pau mesmo, como Moore fez em Farenheit com George Bush). Não estou dizendo que sou contra - e nem a favor de Lula - não é essa a questão. A questão é alguém criar polêmica, mexer nessa situação miserável em que o país entá imergido.

Mas enquanto ninguém toma atitude, um americano resolveu arregaçar as mangas. Filho de brasileiro, Jason Kohn é o diretor de Manda Bala, filme que em 2007 conquistou o prêmio de melhor documentário em Sundance. A obra, através de entrevistas, traça uma curiosa rede entre um ranário, a indústria dos sequestros, dos carros blindados, da cirurgia plástica e, principalmente, da corrupção - tendo como maior alvo o político paraense Jader Barbalho.

Como vivo na principal cidade analisada pelo filme, sei que a situação não é bem essa. Pelo menos eu não conheço ninguém que já teve toda a família sequestrada, tem 3carros blindados e colocaria dois chips de localização dentro do corpo, mas também tenho consciência de que a coisa se caminha pra isso.

A descrição de um sequestro sofrido por uma personagem que teve suas orelhas cortadas por seus sequestradores só não é pior que as cenas (REAIS) de outros sequestradores mutilando outras vítimas de maneira impiedosa e cruel. Magrinho, o único sequestrador que cedeu uma entrevista é ainda mais frio que qualquer personagem do excelente "Notícias de uma Guerra Particular", de João Moreira Salles. Para ele não tem talvez, não tem erro. Mata, mas ajuda. É uma versão brasileira (note, mais cruel, menos ideológica) do Robin Hood.

E não adianta nós brasileiro dizermos que não é bem assim, porque é. "Banda Bala" não é uma baboseira como "Turistas" nem caricato como o episódio de Simpsons. É navalha na carne. Literalmente.

"Este filme não pode ser exibido no Brasil". Apesar desta frase dar início ao filme, seria muito importante que ele fosse amplamente discutido e levado a sério. Será que nós sabemos que dos 400 projetos inscritos no SUDAM, TODOS tiveram algum desvio de verba? Como o próprio filme diz, é extraordinárdio que um pilantra como Jader Barbalho seja um político corrupto até a alma, fique preso e ainda acabe eleito como senador. Ainda bem que Jason Kohn não conheceu Paulo Maluf, Antônio Carlos Magalhães e outras figuras.

Quem quiser o filme, dê um toque....